quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Parabéns, Obama
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Nuno Lobo
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17:26
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Bem-vindo à realidade
O curto vídeo para já disponível deu para ouvir que:
- Temos de começar por reconhecer uma dura verdade: não vamos erradicar conflitos violentos no tempo das nossas vidas;
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Jorge Costa
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15:00
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Talvez na tabacaria, em vez da revista
Ana, tenho alguma dificuldade em montar cachimbos alheios.
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Pedro Picoito
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12:44
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Um mouro de trabalho
Assim, que me recorde, só nos últimos meses, ele
- Apoiou até ao fim a candidatura de Faruk Hosni, ex-ministro da Cultura do Egipto, a Director Geral da Unesco (a vergonha do embaixador português naquela organização foi tal, que se recusou a votar, pelo que teve de ir à última hora, das Necessidades, um votador substituto à reunião magna convocada para resolver a sucessão no cargo), conhecido pela sua declarada intenção de queimar todos os livros hebraicos existentes nas bibliotecas do seu país, bem como pelo orgulho com que afirmou ter participado no apoio ao sequestro terrorista do Achille Lauro; Amado perdeu, mas bateu-se denodadamente;
- Esteve quase sozinho, entre os seus parceiros ocidentais, no apoio, nas Nações Unidades, ao Relatório Goldestone, um relatório encomendado pela Comissão dos Direitos Humanos daquela organização com a expressa missão de condenar Israel, pela sua acção contra o terrorismo em Gaza, em Janeiro deste ano;
- Esteve com todo o activismo possível no apoio à versão inicial da proposta sueca aos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27, visando estabelecer Jerusalém Oriental como capital do futuro Estado palestiniano, no que foi uma vez mais derrotado.
Supondo que não é um ódio insanável a Israel que o move, permanece a pergunta: mas move-o o quê? O lugarzito no Conselho de Segurança das Nações Unidas? Só isso? E vale tudo? Até mesmo vender o prestígio externo de Portugal como voz democrática e portadora de valores no concerto das nações?
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Jorge Costa
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11:19
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quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
A pegada ecológica de Sócrates
Esta linda coisa a que pudemos assitir hoje é o efeito explícito (porque há e haverá outros menos manifestos) de mais de quatro anos do Sócrates primeiro-ministro, com o seu modo peculiar de se dirigir às oposições. Temos tido um primeiro-ministro que, no parlamento, agredindo e troçando dos deputados, parece (como bem apontou Manuela Ferreira Leite) não ter consciência do lugar que ocupa e do cargo que desempenha. O seu comportamento em debate parlamentar oscila as mais das vezes entre o do valentão de feira provocador e o do malcriadão atabernado. A Louçã grita 'Tenha tento na língua!', a Rangel atira um 'Não seja ridículo!', virando-se para Portas, humilha-o com 'Tenha mas é juizinho!', quando Jerónimo de Sousa lhe dirige a palavra, revira os olhos e faz caretas para a sua trupe, dirige-se a Manuela Ferreira Leite ou a Heloísa Apolónia com as maneiras de um negreiro a repreender a criadagem, etc.
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Carlos Botelho
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23:29
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Equívocos da luta de classes
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Jorge Costa
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23:23
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As aleivosias do PSD
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Maria João Marques
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22:08
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O fenómeno
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Jorge Costa
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21:37
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Ainda a tempo (1)
Voltemos, quase um mês de ausência depois, aos posts que me foram dedicados a propósito do Prós e Contras sobre o "casamento" gay.
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Pedro Picoito
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19:10
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Menor preço para a meia dúzia
Essa estratégia de facilitar o programa dos outros independentemente das consequências práticas ou das preferências políticas dos restantes actores políticos não é um tanto ou quanto bizarra?
Cabe ao partido mais votado a responsabilidade primeira da iniciativa de garantir os apoios necessários para formar um governo suportado por uma maioria parlamentar. Se bem me recordo, Sócrates não só não o fez como encenou uma lamentável e tristemente vazia sessão continuada de convites para o seu desejável desfecho: acordo nenhum e governo de minoria, o que tem como consequência que em cada votação tem de negociar o voto maioritária da assembleia. Em linguagem popular, vai à feira. E quando se vai a uma feira, qual é o político português mais provável de encontrar?
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Manuel Pinheiro
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18:22
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Semipresidencialismo
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Alexandre Homem Cristo
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16:21
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A sucessora
Maria João Seixas é a nova directora da Cinemateca. Não a conheço o suficiente para dizer se será ou não uma boa escolha, mas a sua nomeação mostra que a nova Ministra da Cultura está a arrumar rapidamente alguns dossiers complicados que António Pinto Ribeiro lhe deixou. É um ponto a favor de Gabriela Canavilhas e o exemplo do Museu de Arte Popular parece ter dado o mote. Recorde-se que João Bénard da Costa, o director da Cinemateca cuja vida se confundia há décadas com a da própria casa, se demitiu no ano passado por motivos de saúde - e sem sucessão à vista. Desde então, a gestão corrente tem sido assegurada por Pedro Mexia, que foi agora reconduzido como subdirector.Maria João Seixas tem pela frente, portanto, um enorme desafio: o de fazer esquecer Bénard.
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Pedro Picoito
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14:28
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Não podia estar calado?
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Jorge Costa
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10:26
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"Pedir batatinhas"
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Nuno Lobo
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08:07
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terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
Nada, como de costume

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Jorge Costa
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21:33
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O Inverno Demográfico
Nestes dias em que tanto se fala, e ainda bem, do aquecimento global a propósito da cimeira de Copenhaga, convém recordar um outro fenómeno global não menos preocupante: o progressivo declínio demográfico, sobretudo das sociedades ocidentais. Há cada vez menos crianças, em muitos casos, nem sequer as suficientes para a renovação de gerações. Esta tendência terá consequências sociais e económicas desastrosas a médio prazo. Segundo Philip Longman (autor do livro The Empty Cradle: How Falling Birthrates Threaten World Prosperity):“The ongoing global decline in human birthrates is the single most powerful force affecting the fate of nations and the future of society in the 21st. century.” Convém lembrar que não há memória histórica de períodos de prosperidade económica com quebras de população. Bem sei que não é politicamente correcto, nem está na moda falar disto, mas aqui pelo Cachimbo gostamos de ser contra corrente. Para ver o filme Demographic Winter ou saber mais sobre este tema ver aqui.
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Paulo Marcelo
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20:19
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Lá está Portugal a jogar ao ataque contra Israel...
A Suécia, antes de abandonar a Presidência, quis deixar uma marca. Decidiu propor aos pares uma iniciativa, em que se toma posição face ao conflito israelo-árabe. Já dei todas as voltas à cabeça para tentar perceber porquê a iniciativa, porquê naqueles termos - inclui a expressão do desejo europeu de reconhecer Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado palestiniano, ou seja, inclui a manifestação do desejo de ver a cidade de novo dividida -, mas não consigo vislumbrar bem a coisa.
Contribui para fazer avançar, ou melhor, relançar um processo de paz? Obviamente que não. Na forma em que foi proposta pela Suécia, a iniciativa, no seu ponto quinto, «toma nota da decisão recente do Governo de Israel de congelar parcial e temporariamente a construção de colonatos e exprime a esperança de que este venha a ser um passo em direcção à retomada de negociações significativas» (o europês diplomático é das línguas mais bacocas que existem.)
Nenhuma referência é feita à rejeição da moratória, por insignificante, por parte da Autoridade Palestiniana, até ao seu anúncio considerada, pela mesma Autoridade Palestiniana, como condição para o lançamento das ditas negociações.
Em contrapartida, a iniciativa abunda em exortações ao que Israel deve fazer, ou não fazer, para que as negociações avancem, em direcção à criação de um Estado Palestiniano, que a UE afirma querer reconhecer, mesmo antes de estar negociado, e estabelecidos os seus contornos.
É evidente que, se a proposta vier a ser aprovada nos termos em que está redigida, terá como única consequência tangível o afastamento definitivo da «Europa» (o que quer que seja que isso queira dizer, sempre que questões diplomáticas importantes estão em jogo) do processo de paz, dada a sua posição completamente viciada a favor de uma das partes do conflito e de afrontamento da outra.
Por esse resultado heróico, está a bater-se Portugal, ao lado da Irlanda, Luxemburgo, Bélgica e Reino Unido, contra o bloco liderado pela Alemanha, França, Itália, Holanda e Espanha (que vai receber a próxima presidência).
Mas talvez que tudo se explique melhor - o mistério da iniciativa, atrás referido -, se se considerar o seguinte: a irresponsabilidade política é um dos privilégios dos insignificantes. Talvez o único. Que a «Europa» esteja «dispensada», no caso do conflito do Médio-Oriente, não será consequência desta iniciativa: ela, a iniciativa, é que só pode ser explicada pela insignificância da «Europa», já irreversivelmente interiorizada. Palavras (e papéis) levam-nas o vento...
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Jorge Costa
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14:33
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Citação montesquieuana do dia
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Miguel Morgado
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12:38
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Ai ...é feio (eólicas) IV
Faça-se justiça, nos últimos anos, Portugal deu um tremendo salto qualitativo em matéria de energias renováveis. É um dos raros casos em que, claramente, o poder executivo, e bem, tem liderado e puxado pela sociedade (ou, pelo menos, não tem colocado demasiados obstáculos à iniciativa privada). E estou convicto de que se não houvesse tanta esquisitice, tipo “Ai ... é feio” ainda tínhamos mais energia eólica graças à boa política energética nesta área (noutras já não tanto).
(e não é só em Copenhaga. Aqui vemos um aerogerador em Amsterdão, que, como sabemos, também pertence a um país subdesenvolvido...)
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João Miguel Gaspar
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10:47
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Ai ...é feio (eólicas) III
Queremos combater o crime, e, por razões excepcionais, por uns meses, à experiência, autorizam-se umas câmaras, mas fixas e que apontem apenas para os pombos.
As escutas – de utilização limitadíssima – em lugar de meio de prova, como é banal noutras paragens, são um dos maiores problemas nacionais: mais vale ter crime a sério e corrupção generalizada do que escutas, não vá dar-se o caso de se vir a saber o que alguém disse.
Não nos espantemos de sermos cada vez mais um “povo atrasadinho”, com cada vez mais quadros de valor a emigrar.
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João Miguel Gaspar
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10:36
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Ai ...é feio (eólicas) II
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João Miguel Gaspar
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10:25
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Ai ...é feio (eólicas) I
Agora que só se fala na Conferência de Copenhaga, que está a decorrer, lembrei-me das centenas, se calhar mais, de aerogeradores a rodear a cidade.
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João Miguel Gaspar
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10:15
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E, no entanto, a vida continua.
Nunca militei no PSD. Aliás, nunca militei em qualquer partido político. No entanto, o "bloqueio" da ponte 25 de Abril na fase final do Governo de Cavaco Silva aproximou-me irremediavelmente do PSD. Daí que tenha acompanhado com interesse os congressos que levaram Fernando Nogueira (em quem não votei), Marcelo Rebelo de Sousa e Durão Barroso à presidência do PSD. Justamente quando, salvo erro em 1999, Durão Barroso foi eleito presidente disse a mim mesmo que o melhor candidato à presidência do PSD seria, era, Manuela Ferreira Leite. Ninguém me ouviu mais que não fosse por ter ficado calado em casa a olhar para a televisão.
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Fernando Martins
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02:25
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Do "ambientalismo" enquanto fenómeno religioso.
Não é por isso à toa que apenas em sociedades de tradição cristã, e por causa do recuo do cristianismo, ou seja, da religião, se nota uma tão grande devoção por aquilo que por estes dias se passa numa conferência "mundial" sobre o ambiente na capital da Dinamarca. Por outro lado, e valha a verdade, muitos cristãos, com ou sem crise de fé, vêem no "ambientalismo" uma alavanca para a recuperação do fenómeno religioso que tem Jesus Cristo como inspiração.
No meio deste caos inspirado na razão (ou na falta dela), e ao qual o mundo nos habituou desde o triunfo das "luzes", confesso uma fraqueza. Tenho alguma curiosidade em saber que nova religião ocupará o vazio "espiritual" que o ser-humano não suporta, não suportou, nem suportará, ou se será o cristianismo a reconquistar o poder que não soube e/ou não pôde preservar nestes dois últimos séculos.
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Fernando Martins
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01:23
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segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
Diálogo interreligioso: é bom saber que Dhiyaa al-Musawi existe
Infelizmente Shiekh Ibrahim al-Khouli também. E é ele quem vai dando o tom.
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Jorge Costa
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21:05
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Comissão de Inquérito
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Nuno Gouveia
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16:13
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Livros que valem a pena
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Paulo Marcelo
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13:57
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Mais um valoroso guardião do Estado de Direito, da Constituição, etc.
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Miguel Morgado
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12:39
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O banimento dos minaretes e o anti-semtismo: dislates e confusão
Dito isto, penso que a avalanche de artigos sobre a «islamofobia» e a abstrusa comparação com o anti-semitismo dos anos 30 são totalmente infundadas. Mas é próprio da preguiça mental reduzir tudo ao já sabido, o novo e inédito ao antigo e compreendido (?), sobretudo se isso serve uma estratégia discursiva militante, de alarme. De pura propaganda.
E, na Europa, onde o anti-semitismo está mais vivo, hoje, do que nunca, depois do pós-guerra, designar as populações residentes árabes, ou muçulmanas, por «novos judeus» tem dois efeitos: rasura completamente a possibilidade de compreensão da «islamofobia» e sugere que o anti-semitismo desapareceu. O que é gritantemente falso.
Rui Tavares, muito mais mais preguiçoso do que é costume, hoje, na sua crónica no Público, recorre estrategicamente a «um dos melhores cronistas do mundo», «um israelita», para fazer passar como aceitável este dislate: «Parece que o anti-semitismo se deslocou de um povo semita para o outro. Na Europa do pós-holocausto é difícil ser antijudeu, e por isso os anti-semitas se tornaram anti-muçulmanos.» Não é por ser israelita, nem tão-pouco refugiado, que o «melhor cronista do mundo» deixa de ser parvo.
Rui Tavares consegue reescrever e avalizar isto sem pestanejar - que o anti-semitismo - quer dizer, o ódio antijudaico na sua forma moderna, racial e não eminentemente teológica - desapareceu, e se transferiu de armas e bagagens para o antimuçulmanismo.
Não: na Europa de hoje não é nada difícil ser-se antijudeu; ser-se antijudeu está mesmo em maré alta, com os seguintes contornos, como incisivamente os descreveu Amos Oz, no seu pequeno livro Contra o Fanatismo, que, por o não ter à mão, cito de cor e sem aspas: nada de novo na Europa anti-semita; nos anos 30, as paredes diziam: «Judeus para a Palestina!». Hoje é assim: «Judeus fora da Palestina!». O que redobrou de sentido a afirmação de Hannah Arendt: face ao anti-semitismo, só na Lua se está a salvo. E, de facto, como muito bem viu Martin Luther King há algumas décadas, a forma mais expedita de um anti-semita, depois do Holocausto, não perder a cara é, hoje, impugnar o direito à existência do Estado de Israel. Exercício em que se compraz todos os dias um verdadeiro exército de escribas, uma vez mais de forma enviesada, sob a capa da difamação permanente, da desinformação, da equivalência moral constantemente estabelecida entre Israel e os terroristas que estão apostados na sua destruição, tratando-se de analisar e narrar o conflito israelo-árabe, etc. Mas regressemos à questão dos minaretes.
Em primeiro lugar, a «islamofobia» existe. Quero com isso dizer: parece-me que existe, de facto, um sentimento difuso de medo e rejeição das comunidades muçulmanas na Europa. A dimensão que atingiram essas comunidades e a assertividade com que afirmam a sua presença e reivindicam a sua identidade é uma das faces do problema. O Outro é sempre, potencialmente, um problema. Não há nisso nada de especial, nem novo.
Mas, a meu ver, não são as manifestações de alteridade dos muçulmanos europeus, a orgulhosa reivindicação da sua identidade e diferença, que, por si, desencadearam a situação em que vivemos. Múltiplos factores entrarão, por certo, a complicar a análise, mas há um, elementar, que não pode deixar de ser referido. As comunidades muçulmanas da Europa são o cadinho de recrutamento do terrorismo, às mãos do qual caíram as Torres Gémeas, se deram os atentados de Londres e Madrid, etc., se vai construindo a insegurança em que passámos a viver. Que haja muita gente de boa vontade no meio delas, que quer viver numa terra de liberdade e prosperidade comparativa? Não é isso que está em questão: em contrapartida, não é sem importância para o caso em apreço que não consigamos perceber da parte dos líderes islâmicos europeus uma inequívoca condenação dos terroristas e das tendências extremistas que proliferam no seu seio.
Para me servir de um exemplo de que se socorre o próprio Rui Tavares, na crónica de hoje, Mohammed Atta, «o terrorista que espetou o primeiro avião contra as Torres Gémeas de Nova Iorque», não veio dos desertos da Arábia, nem das montanhas do Afeganistão: estava entre nós. Na aparência, estava perfeitamente integrado na sociedade de acolhimento: era urbanista, fiquei a saber. A afirmação de que o terrorismo que nos ameaça se recruta nas comunidades islâmicas europeias não é um preconceito contra elas: é um facto.
O que coloca o problema da sua relação, da sua capacidade de integração e convivência com os países e as sociedades de acolhimento. Os líderes islâmicos europeus terão uma palavra decisiva na demonstração de que essa integração é possível, que há um terreno, uma base de valores fundadores comum a cristãos, muçulmanos, judeus ou não religiosos, que torna a sua co-existência viável, nas sociedades liberais do Ocidente.
O que nos remete para a diferença que me trouxe aqui: nunca «a questão judaica», na Europa, se colocou em tais termos. Os judeus foram acusados de dominar, por excesso de participação, as sociedades europeias: representando, na Alemanha, na Rússia ou na Polónia, parcelas da população mais ou menos diminutas, a sua «quota» de profissionais liberais, jornalistas, artistas ou políticos foi sempre desproporcionadamente grande. O problema nada tinha - nem tem - a ver com o percepção de uma ameaça, por crescimento demográfico e dissensão religiosa, cultural e política. O problema do anti-semitismo é outro, infinitamente mais intratável, e qualquer comparação entre a islamofobia e o anti-semitismo só pode ter um efeito: deturpar ambos.
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Jorge Costa
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11:01
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Ponto de ordem
uma "avaliação dos professores" (que não passa de um engodo demagógico para aplacar consciências desresponsabilizadas), para mais tendo em conta o "sucesso" dos alunos, não faz qualquer sentido. Pelo menos, com a Escola que temos. Alterem-se as condições de trabalho e de estudo das escolas, racionalizem-se os horários de professores e de alunos, diminua-se a quantidade disparatada de disciplinas que os sobrecarregam, alterem-se os programas curriculares pejados de idiotices estupidificantes e então, depois, fale-se de "avaliação".
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Carlos Botelho
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02:10
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Não é por nada, mas...
Foi quando fumou um charro sem dar por isso que Passos Coelho leu aquele livro do Sartre que não existe?
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Pedro Picoito
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00:18
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domingo, 6 de Dezembro de 2009
Professores que não precisam de alunos
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Alexandre Homem Cristo
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22:22
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Ou quê?
«Nós estamos a fazer o nosso melhor para que haja mais emprego no nosso país», explica, sem rir, o primeiro-ministro.
Depois do aumento do salário mínimo nacional, num momento em que a taxa de desemprego atinge recordes absolutos, depois de sucessivos avisos de todos os observadores da economia portuguesa alertando para a impossível carga dos salários das administrações na despesa pública, depois... a pergunta é: ele é louco, ou quê?
P.S.: Quis acreditar que, depois de a Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional terem traçado um quadro literalmente sinistro da situação económica do País, depois da Comissão Europeia ter imposto um quadro de consolidação orçamental que envolve uma redução do défice estrutural - quer dizer, do défice descontado dos efeitos do ciclo económico -, de 1,25 pontos percentuais por ano, para os próximos anos, depois dos anúncios, para concretizar em breve, de novas baixas de classificação da dívida soberana por parte de duas agências de rating, depois de terem sido acesos todos os sinais vermelhos possíveis, e tendo em conta que o Governo está à entrada de uma legislatura, Sócrates, malgré lui, ia ter juízo e impor juízo à sua volta. Querendo ou não, dada a ameaça de guilhotina nos mercados - os mercados em que se financia o Estado, os mercados a que a banca tem de ir todos os dias para financiar o seu colossal gap de liquidez, - Sócrates iria ter de governar a pensar em como evitar o abismo para que nos tem conduzido, abismo de que só pode sair ele próprio queimado. Pensei mal. Wishful thinking não leva a nada. Os sinais do primeiro-ministro estão exactamente nos antípodas dos que se exigiam face à situação. Resta perguntar: quanto tempo vai durar esta agonia?
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Jorge Costa
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19:50
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Sharia já se aplica em Espanha
Mulher adúltera sequestrada e condenada à morte por Tribunal islâmico da Catalunha aqui.
Por outro lado, lê-se no Público que:
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João Miguel Gaspar
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19:43
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Transcrições de outras escutas famosas
Transcrições de outras escutas famosas (relembrando o passado)
- Eu sempre disse que queira ser julgado na televisão.
- Mas porquê?
- Porque na televisão estou olhos nos olhos com as pessoas e eu sou uma pessoa frontal
e também há aquela vantagem pequenina de na televisão ninguém ir preso
(…)
- Quais documentos? Quem é que falou em documentos?
- Por amor de Deus, o Major acabou de falar em documentos… temos isto gravado.
- Mas vocês estão a gravar isto? Então, mas agora eu não posso falar com ninguém que não ponham a gravar…
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João Miguel Gaspar
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19:07
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"Há uma coligação negativa contra si?"
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Fernando Martins
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17:25
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Niqab vs biquini
No Líbano. Foto roubada daqui, por sua vez roubada daqui. Interessante artigo sobre a mulher libanesa e a lei aqui. E estas fotos com as mulheres iranianas antes e depois de 1979 (até tem fotos dos concursos de beleza) aqui.
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João Miguel Gaspar
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15:24
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Rabo Bank (Amsterdão)
Em Amsterdão comecei a ver bastante publicidade ao “Rabo bank”, nomeadamente, em bicicletas.
("clicar" para ampliar e ver a publicidade na bicicleta)
De notar que o "Rabobank" tem um plano especial de incentivo à utilização da bicicleta aqui (uma ideia que poderia ser copiada pelas nossas empresas anunciantes em lugar de gastarem fortunas na compra da imagem de personalidades mediáticas, como o Pierce Brosnan).
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João Miguel Gaspar
em
15:20
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Lapidar
* Dado o desprezo a que vota a «República das Letras» (Cf. On Tyranny), compreende-se melhor a intensidade do horror ao «camponês da Floresta Negra».
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Jorge Costa
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12:08
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A Porta dos Infernos
Pippo, o filho de Giuliana e Matteo, é atingido mortalmente por uma bala perdida durante um tiroteio entre clãs da Camorra. Para mitigar a dor, Matteo vagueia pelas ruas de Nápoles como uma sombra sem destino nem consistência. É a vontade de vingança alimentada pela mulher que o traz de volta à realidade. Na impossibilidade de reaver o filho, Giuliana exige a Matteo que encontre e mate o assassino de Pippo. Mas quando finalmente tem oportunidade de o fazer, Matteo acobarda-se e regressa a casa sem o sangue do carrasco. Desesperada com a fraqueza do marido, Giuliana abandona-o. A sua forma de lidar com a dor é através do esquecimento. Esquecer o marido, a vida que teve e o filho que perdeu. Matteo regressa às deambulações nocturnas e é então que conhece o grupo de personagens excêntricas que, inesperadamente, acaba por guiá-lo ao inferno e à redenção.
A combinação entre o real e o fantástico, entre as ruas de Nápoles e as profundezas do Reino dos Mortos, entre a monstruosidade física de Grace (o travesti) e a amargura silenciosa de Matteo, requer versatilidade. Mas a solução de Gaudé passa por empilhar, sem grande subtileza, blocos de mitologia solene, realismo visceral e tragédia familiar, sepultando a verosimilhança e as boas intenções. De todas as personagens, incluindo as que não se distinguem de uma caricatura grosseira, é a de Giuliana a que corporiza os defeitos do livro. As manifestações da sua dor – as imprecações revoltadas, os bilhetes que coloca entre as pedras das igrejas e a auto-mutilação – são artificiais e quase burlescas no arremedo de pathos bíblico. “Quando voltares, lavarei a tua roupa suja de sangue” e “Restitui-me o meu filho, Matteo. Restitui-mo ou, se não puderes fazê-lo, entrega-me pelo menos aquele que o matou!” são falas que colocam o leitor a salvo de qualquer ameaça de compaixão. Em vez de demonstrar o desespero de uma mãe enlutada, Gaudé encena o sofrimento com requintes litúrgicos, como se a personagem não fosse mais do que uma múmia literária a simbolizar o arquétipo da mater dolorosa. Não convence, nem comove.
Sempre demasiado explicativo, Gaudé vai arriscando alguma filosofia ao longo do livro: a vida pode ser um verdadeiro inferno; a dor pode transformar um homem numa sombra; esquecer os que partiram é condená-los a uma segunda e definitiva morte. Boas intenções, misticismo sofrível. Por vezes, o melhor é deixar os mortos em paz.
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Bruno Vieira Amaral
em
11:42
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O Minarete do Restelo
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Pedro Pestana Bastos
em
11:41
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Uma boa decisão
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Pedro Picoito
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11:28
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sábado, 5 de Dezembro de 2009
Os portugueses acham tudo "normal"
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João Miguel Gaspar
em
20:21
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Qualidade da democracia dos outros
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Miguel Morgado
em
18:23
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Leitura recomendada
Um em Jerusalém, o outro «impenitentemente» ateniense. E, porém, em diálogo praticamente ininterrupto, desde 1933, até à morte de Strauss, quarenta anos depois. Um diálogo que se vai tornando cada vez mais rico, à medida em que se conhecem melhor e melhor conhecem o pensamento que o interlocutor vai explicitando na obra que desenvolve, conhecendo assim melhor o que os separa, mas convertendo-se isso, que os separa, em motivo de verdadeira interpelação e inspiração mútua.
Strauss desenvolveu um princípio hermenêutico, segundo o qual um autor, por mais antigo e distante que seja, só pode ser compreendido genuinamente - e isso é possível - nos termos em que ele se compreendeu a si próprio. Strauss, muito pouco esotérico, nestas cartas, ajuda-nos com elas a abordá-lo nesses mesmos termos. Por muito estranho que possa parecer, a figura enigmática desta troca epistolar é Scholem.
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Jorge Costa
em
18:13
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A razão de Assis
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Carlos Botelho
em
16:23
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Just another day in paradise
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Alexandre Homem Cristo
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13:33
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